O colunista do jornal americano Washington Post, Jackson Diehl, publicou editorial intitulado “Lula se transformou no ‘idiota útil’ do Irã?”. Para ele, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve achar que sim, já que a intervenção do brasileiro nas negociações da comunidade internacional com Irã sobre o desenvolvimento nuclear apenas permite ao iraniano enrolar as Nações Unidas “enquanto enriquece urânio”. O artigo também afirma que a “proposta” de Lula é muito parecida com uma que já foi rejeitada pelo Irã: trocar o todo urânio enriquecido por “células de combustível” radioativas para abastecer o reator de pesquisa médica na capital Teerã. Para Diehl, o “gesto” do presidente brasileiro pode ser “tão irrelevante quanto sua tentativa de mediar as negociações entre Israel e Palestina” no ano passado.
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venerdì 14 maggio 2010
venerdì 7 maggio 2010
HISTÓRIA - A TRAMÓIA PETISTA PARA MELAR A ELEIÇÃO DE SERRA EM 2006
O escândalo do dossiê, no qual uma dupla de petistas foi flagrada comprando por quase 2 milhões de reais um conjunto de denúncias contra tucanos que não valia um centavo, abriu uma crise gravíssima e imprevisível. Gravíssima porque logo se descobriu que os envolvidos têm laços com a campanha reeleitoral do presidente Lula e com a própria instituição da Presidência da República. Do círculo íntimo do presidente, entre confessos e suspeitos, está Freud Godoy, seu segurança pessoal até a posse e depois nomeado assessor especial, que dormia no Palácio da Alvorada nos primeiros meses do governo e tem sala no mesmo andar do gabinete presidencial no Planalto. Também está Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro oficial dos domingos na Granja do Torto e tutor informal de Lurian, a filha mais velha de Lula. Do círculo político, mas nem por isso menos íntimo, está o deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT e, até a semana passada, coordenador da campanha reeleitoral de Lula, defenestrado pelo escândalo. Está Osvaldo Bargas, amigo dos tempos de militância sindical nos anos 70, responsável pelo capítulo sobre trabalho no programa de governo - e casado com Mônica Zerbinato, secretária particular de Lula.
(…)
A tática - de novo, de novo - é dizer que Lula não sabia de nada e que, estando com folgada vantagem nas pesquisas, também não teria interesse algum em atacar adversários. Na lógica petista, portanto, tudo aconteceu por obra de maus perdedores. “Temos de levar em conta a quem interessa, a essa altura do campeonato, melar o processo eleitoral no Brasil”, disse Lula, durante viagem a Nova York.
Respondendo:
1) Um dossiê devastador contra José Serra interessaria ao PT em São Paulo. Seria ótimo para Lula ter um governador petista em São Paulo em um segundo mandato.
2) Disparar um tiro de morte contra Serra significaria exterminar praticamente o PSDB em nível nacional.
3)”Melar” o processo eleitoral não interessa a nenhum democrata, mas sobre essa questão seria mais útil perguntar aos seus colaboradores íntimos que entraram na fria de comprar um dossiê com dinheiro sujo.
(…)
Tudo começou na sexta-feira, 15 de setembro, quando agentes da Polícia Federal prenderam dois petistas que negociavam o tal dossiê no hotel Ibis, em São Paulo. O empreiteiro Valdebran Padilha, filiado ao PT de Mato Grosso há dois anos, representava a família Vedoin, comandante da máfia dos sanguessugas e fornecedora do dossiê. O outro petista preso, encarregado de analisar a relevância das informações do dossiê e fazer o pagamento, era Gedimar Passos, contratado pela cúpula do PT. Os dois carregavam 1,7 milhão de reais, cuja origem está sob investigação (veja reportagem). O pacote apreendido pela PF incluía uma agenda, seis fotografias, uma fita de vídeo e um DVD de 23 minutos, em que os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin aparecem entregando ambulâncias. Era um pacote fajuto, sem relevância, mas incluía a concessão de uma entrevista de Luiz Antônio Vedoin, capo dos sanguessugas, envolvendo Serra no esquema. Na mesma sexta-feira, a revista IstoÉ chegou às bancas com uma entrevista de Vedoin atacando Serra - acusações que, na semana passada, ao ser interrogado pela PF, Vedoin desmentiu.
(…)
Com a prisão de Valdebran Padilha e de Gedimar Passos e a tomada de seus depoimentos, descobriu-se o envolvimento de petistas mais graúdos - e, em apenas três dias, deflagrou-se um dominó de demissões que afetou outros seis petistas, atingiu a campanha de Aloizio Mercadante em São Paulo, engolfou a campanha reeleitoral de Lula e subiu a rampa do Palácio do Planalto. A cronologia é fulminante
Na segunda-feira, caiu Freud Godoy, assessor especial de Lula. Ele fora acusado por Gedimar Passos de ser o mandante do pagamento pelo dossiê. Freud Godoy nega.
Na terça-feira, caiu Jorge Lorenzetti, churrasqueiro de Lula e chefe do bunker de bruxarias eleitorais do comitê. Ele é acusado de contratar Gedimar Passos.
Na quarta-feira, as demissões chegaram ao auge. Caíram Ricardo Berzoini, coordenador da campanha de Lula, e Osvaldo Bargas, que trabalhava na elaboração do programa de governo. Mencionada no caso, a revista Época divulgara no dia anterior uma nota informando que Jorge Lorenzetti e Osvaldo Bargas ofereceram um dossiê contra os tucanos a seus repórteres - e que Berzoini sabia da conversa, mas não do seu conteúdo. Caiu, também, Expedito Veloso, diretor do Banco do Brasil que estava licenciado e trabalhava pela reeleição de Lula. Ele é um dos suspeitos de ter levado o dinheiro do dossiê ao hotel Ibis em São Paulo. Por fim, caiu Hamilton Lacerda, secretário de Comunicação da campanha de Mercadante. A revista IstoÉ diz que Lacerda fora o primeiro a lhe oferecer o dossiê fajuto.
Uma parte dos bastidores da negociata está documentada pela PF, que monitorou os telefonemas de Luiz Antônio Vedoin, o vendedor do dossiê, entre 9 e 15 de setembro. Nos dois dias que precederam a negociata, a polícia captou 36 diálogos, aos quais VEJA teve acesso (veja a reprodução de alguns deles). As gravações mostram que tudo girava em torno do dinheiro, embora a palavra seja cuidadosamente evitada. É curioso que, dos seis petistas envolvidos no caso depois das duas prisões em São Paulo, todos, à exceção de Freud Godoy, tenham admitido algum tipo de envolvimento com o caso - mas nenhum deles, muito menos Freud Godoy, admite ter qualquer relação com o dinheiro, ainda que, no passado recente, ele tenha sido o guardião dos dinheiros clandestinos que circulam nos desvãos do PT (veja reportagem). “Afirmo taxativamente que em momento algum autorizei o emprego de qualquer tipo de negociação financeira”, diz Lorenzetti na nota em que anuncia sua demissão. “É importante informar que em nenhum momento houve qualquer oferta de dinheiro”, repete Hamilton Lacerda, o ex-auxiliar de Mercadante, na sua nota de afastamento. Antes de cair, Berzoini fez o mesmo discurso numa entrevista. “O PT não tem nenhuma atividade que envolva recursos financeiros para compra de informação”, disse. A falta de conexão com a realidade dos petistas é preocupante: eles não conseguem mais enxergar nem mesmo um bolo de dinheiro vivo no valor de 1,7 milhão de reais.
Por Reinaldo Azevedo
Mais uma herança maldita de Lula para Serra
ERENICE VAI À GUERRA ELEITOREIRA
Por Reinaldo Azevedo
O anúncio feito ontem pela ministra Erenice vai à Guerra (!), da Casa Civil, do PNBL (Plano Nacional de Bandalheira Larga) revela o governo Lula no seu estado de arte. Tratou-se de mera campanha eleitoral. E das mais vulgares. Faz sentido. A experiência máxima de Erenice, até agora, nos altos assuntos da República foi revelada por seu envolvimento com aquele dossiê fajuto contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso, uma das pessoas mais dignas que já pisaram em Brasília. Com a mesma ética com que se fabrica uma coisa, pode-se fabricar outra.
Erenice vai à guerra eleitoral. Até agora, não há plano nenhum nem se conhece o decreto de reativação da Telebras. A única coisa que o governo conseguiu ontem foi dar seqüência ao plano de valorização do papelório da Telebras — uma das fases dessa curiosa engenharia contou com a assessoria do sempre solerte José Dirceu, apontado pelo Procurador Geral da República como “chefe da quadrilha” do mensalão.
A rede de fibras óticas pertence à Eletronet, empresa falida de que a Eletrobras é acionista. O controle da estatal sobre essa rede é garantido por uma liminar, que pode ser derrubada na Justiça. O governo federal anuncia um plano mirabolante, com R$ 13 bilhões de investimentos — R$ 3,5 do Tesouro e R$ 7,5 do BNDES —, tendo, na prática, como garantia, uma liminar. E certamente semeando outras. Por quê?
O fantástico avanço que houve da telefonia e do serviço de transmissão de dados no Brasil está ancorado em lei: a Lei Geral de Telecomunicações e a Lei de Licitações. No anúncio e dos discursos, fica claro que o governo pretende que a estatal concorra com as operadoras privadas. É? Participou de leilões? Recebeu concessões? Está subordinada às regras que valem, então, para as suas concorrentes?
Por enquanto, no que tem de firula, o Plano Nacional de Bandalheira Larga só vai servir à campanha eleitoral; no que pode ter de sério, vai compor parte da herança maldita de Lula.
martedì 4 maggio 2010
Dilma, Lula e PT derrotados: aprovado reajuste de 7,71% para aposentados.
O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira, 4, o reajuste de 7,71% para as aposentadorias com valor acima de um salário mínimo pagas pela Previdência Social, derrotando a proposta negociada pelo governo de aumentar os benefícios em 7%. Com forte apelo popular, em um ano eleitoral, os deputados preferiram transferir para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o eventual desgaste político de vetar a proposta. A medida provisória ainda será votada no Senado, onde os líderes da base já anunciaram o apoio aos 7,71%. O governo alega não ter condições para pagar aos aposentados um índice muito acima da proposta original da MP, de 6,14%, em vigor desde o dia 1º de janeiro.
O Plenário também aprovou, por 323 votos a 80 e 2 abstenções, a emenda do líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), à Medida Provisória 475/09 que acaba com o fator previdenciário. O fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser requerida após 35 anos de contribuição para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores salários de contribuição a partir de julho de 1994 – entram no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10 salários de contribuição. O valor da média obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator previdenciário — calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida. A expressão salário de contribuição não é um equivalente perfeito de salário, porque os segurados com um salário maior que o teto da Previdência terão um salário de contribuição limitado a esse último valor. a partir de 1º de janeiro de 2011. O fator previdenciário é um índice usado para calcular os valores das aposentadorias, reduzindo-as na maioria dos casos em relação ao salário de contribuição.A MP segue agora para o Senado.
Fonte. Estadão
O Plenário também aprovou, por 323 votos a 80 e 2 abstenções, a emenda do líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), à Medida Provisória 475/09 que acaba com o fator previdenciário. O fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores públicos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição pode ser requerida após 35 anos de contribuição para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores salários de contribuição a partir de julho de 1994 – entram no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10 salários de contribuição. O valor da média obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator previdenciário — calculado com base na alíquota de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de contribuição e na expectativa de vida. A expressão salário de contribuição não é um equivalente perfeito de salário, porque os segurados com um salário maior que o teto da Previdência terão um salário de contribuição limitado a esse último valor. a partir de 1º de janeiro de 2011. O fator previdenciário é um índice usado para calcular os valores das aposentadorias, reduzindo-as na maioria dos casos em relação ao salário de contribuição.A MP segue agora para o Senado.
Fonte. Estadão
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